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Santos

Técnico-científico

III Encontro das Seções Regionais da Diretoria da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo

Início: 13/08/2010

Término: 14/08/2010

TEMAS LIVRES – 13/08/2010
14h às 15h30 – mesas I e II


Mesa I – CLÍNICA – Sala Glicínia
Coordenação: Vera Lucia Blank Gonçalves – SBPSP / Regional de Santos/SP


O Sombral de Clara
Adriana Maria Nagalli de Oliveira – SBPSP / Regional de Piracicaba/SP
Resumo: A autora retrata parte de sua experiência analítica com uma paciente traumatizada por significativo luto em sua infância. Melancolia, dor e paralisação acompanharam essa trajetória, resultando num sensível encontro devido á um novo luto experimentado pela dupla.
Nascendo, cada uma de sua própria solidão (Quinodoz), puderam compartilhar a dor, antes represada.
Palavras chave: projeção, melancolia, narcisismo, função alfa.
 
E-mail: adrinagalli@uol.com.br


SITUAÇÕES INUSITADAS NA CLÍNICA PSICANALÍTICA
Cristina Maria Cortezzi Reis – SBPSP / Regional de São José dos Campos/SP
Resumo: Este trabalho descreve situações delicadas que nós, psicanalistas temos que lidar no nosso cotidiano, principalmente no interior, onde as possibilidades de encontros fora da sala de análise ocorrem. Apresenta um fato ocorrido com uma paciente numa situação social, e maneira como isso foi tratado na análise.Utilizando texto de W.R.Bion, conta como foi possível tornar proveitoso um mau negócio e as mudanças que aconteceram no vínculo analítico após esse encontro. Palavras chave: técnica psicanalítica, idealização, transferência


E-mail: criscortezzi@yahoo.com.br


MASOQUISMO COMO GUARDIÃO DA VIDA
Elaine I. Sacocchi Cardin – SBPSP / Regional de Lins/SP
Resumo: O interesse para escrever este trabalho deu-se em função do contato com pacientes, predominantemente mulheres, que tendem, no decorrer de suas vidas, a permanecer fixadas no sofrimento do passado, de forma a evitar entrar em contato com a dor advinda de perdas reais, evadindo-se desta forma de elaborar lutos. “Ser sofredora” poderá dar a elas uma identidade? O resultado encontrado por mim foi de uma vida empobrecida com consequente falta de recursos internos para lidar com os vários aspectos da realidade. Procuro neste trabalho buscar compreensão sobre o aprofundamento do tema da melancolia e seu cerne: o masoquismo, considerando seus aspectos de vida e de morte.
“... o complexo melancólico se comporta como uma ferida absorvendo de todos os lados a energia de investimento para si ( ) e esvazia o Eu até seu total empobrecimento...”
Sigmund Freud (1.917), p.99.
Palavras-chave: melancolia, masoquismo-primario, identificação, fusão, introjeção.


E-mail: elainecardin@hotmail.com


Mesa II – INSTITUCIONAL - Sala Gardênia
Coordenação: Katia Burle dos Santos Guimarães – SBPSP / Regional de Marília/SP


SAÚDE E PREVENÇÃO ÀS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E AIDS NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE SÃO SEBASTIÃO
Denise Luz Moura Estevaletto e Flavia Accorroni Pace  – São Sebastião/SP
Resumo: O presente trabalho teve como objetivo formar adolescentes multiplicadores para o Projeto Saúde e Prevenção às DST/AIDS nas escolas, proporcionar aos jovens oportunidades para discussão e reflexão sobre as suas transformações biopsicossociais, capacitando-os para minimizar os riscos de saúde. Promover o diálogo e o compartilhamento de experiências, contribuindo para que a sociedade organizada, as famílias, os jovens e a escola trabalhem juntos para discutir temas e comportamentos nas questões de sexualidade e saúde do adolescente. Para isso as autoras lançaram mão de fundamentos de alguns importantes autores da Psicanálise que expandem a compreensão sobre o universo adolescente. Este trabalho desenvolveu-se durante os anos de 2007, 2008 e 2010 com alunos dos 8º e 9º anos de escolaridade, de 11 (onze) escolas municipais com idades entre 11 e 15 anos, a participação de um professor e um coordenador de cada escola.  Nos primeiros anos foram realizados 10 (dez) encontros por ano, abordando diversos temas e neste ano as escolas cumprirão as tarefas, solidariamente, contribuindo para a sedimentação de uma cultura de prevenção e responsabilidade. Através de dinâmicas de grupo, utilização de mídias e oficinas de arte foram criados espaços de acolhimento e fortaleceram-se valores  para facilitar  travessia da adolescência com conhecimento de si mesmo e do que ocorre a sua volta. As metas do grupo foram: capacitar os adolescentes para atuarem nas escolas como multiplicadores da idéia de prevenção às DST/AIDS, alcançar a maioria dos alunos do 6º ao 9º anos das unidades escolares e seus pais, reduzir índices de DST/AIDS na população adolescente. Foram atingidos em torno de 10.550 (dez mil e quinhentos e cinqüenta ) adolescentes com o projeto.
Palavras-chave: Prevenção, Educação, Saúde, DST/AIDS, Adolescentes Multiplicadores.


E-mail: fpace79@uol.com.br
Reflexões psicanalíticas-construtivistas sobre uma experiência teórico-prática, clínico-escolar, com crianças-adolescentes, psicóticos-autistas
Marly Terra Verdi – SBPSP / Regional de São José do Rio Preto/SP
Resumo: O presente trabalho é um relato de experiência institucional, que descreve as atividades clínicas e pedagógicas conduzidas em uma instituição pública municipal que atende a 40 crianças e adolescentes autistas e psicóticas. Analisa, a partir dos pressupostos teóricos da Psicanálise e do Construtivismo, a construção desse trabalho, relatando a organização das atividades, a interação destas crianças e adolescentes com as propostas institucionais. Descreve o funcionamento da equipe multidisciplinar e os vários âmbitos de atuação desta equipe. Traz ainda exemplos práticos ocorridos no cotidiano dessa Instituição.
Palavras-chave: Psicanálise - Construtivismo - Autismo - Psicose - Instituição Pública


E-mail: marlyver@terra.com.br


Clube das Mães e Pais: Uma nova forma de aprendizagem
 Maria Stella Cabaz Tavares – Santos/SP


Resumo: No início do século XXI, onde mães assumem o desejo de ter filhos como produção independente e pais brigam pela Guarda Compartilhada é fácil notar que houve alteração nos papéis de pai e mãe. A revolução feminina influenciou essa mudança no homem e na mulher como cuidadores dos filhos. Porém, também é fácil constatar que está difícil atravessar esse período de adaptação a esses novos papéis. Os pais de uma forma geral encontram-se “perdidos”, sem saber exatamente qual a melhor direção a seguir. Porém, apesar de toda essa mudança, as necessidades da criança ainda continuam as mesmas: espaço, tempo, sujeira, correr, pular, jogar bola, etc. A infância é o baú da memória. Lá ficam os registros do corpo e da mente. Esse é o maior conflito que pela falta de condições internas dos pais para resolvê-lo, acabam conscientemente ou inconscientemente delegando para a escola. Por isso a proposta do Clube das Mães e Pais é de acolher esses os pais com suas dúvidas e de treinar a escuta e habilidades dos professores, que de alguma forma também foram contaminados com o novo vírus da época pós-moderna.
Palavras - Chave: Prevenção; Desenvolvimento; Pais; Infância;  Escola; Limites.


E-mail: clubedasmaes_e_pais@litoral.com.br
                         


15h45 às 17h15 – Mesa III


Mesa III - REFLEXÕES PSICANALÍTICAS NA CONTEMPORANEIDADE –    Sala Glicínia
Coordenação: Fátima Geha – SBPSP / Regional de Londrina/PR


A TV e a Criança
Edna Maria Romano Wallbach – SBPSP / Regional de Curitiba/PR


Resumo: A autora tenta com este trabalho, investigar qual seria a influência da era eletrônica, televisão, computador, vídeos games, enfim ,do excesso de estímulos,  no processo de evolução das novas gerações, na capacidade de suportar frustrações,de estar  só consigo mesmo, de pensar,ou de se relacionar com os outros, na  socialização e até na violência da sociedade atual.
Palavras-chave: mundo virtual, relacionamento, violência.


E-mail: ednawallbach@yahoo.com.br


O mal-estar no mundo contemporâneo: o ser humano em crise?
Gley Marques da Silva – SBPSP / Regional de Santos/SP


Resumo: Neste trabalho proponho uma reflexão sobre algumas dinâmicas do mental, que podem ser observadas no cotidiano de todos nós, em especial daqueles cuja profissão está ligada à área da saúde mental. Numa sociedade menos rigorosa e mais libertária que oferece um leque maior de escolhas singulares, surge a diversidade e a expansão de conceitos e modelos mas, também maiores conflitos e crises.Convocado com maior frequência a essa travessia, por vezes o ser humano tenta se evadir de algumas experiências que ao provocarem desconforto, não são percebidas como inerentes à condição da natureza humana.
Palavras-chave: crise; experiência emocional; natureza humana; contemporâneo.


E-mail: gleymarques@uol.com.br


PSICANÁLISE E O TEMPO: A CLÍNICA PSICANALITICA SUAS TRANSFORMAÇÕES E ATUALIZAÇÕES
Jorge Luis Ferreira Abrão – Assis/SP
Glaucia Maria Ferreira Furtado – SBPSP / Regional de Araçatuba/SP
Resumo: O presente estudo tem por objetivo discutir a influência que o trabalho pioneiro e inovador da psicanalista Virginia Bicudo teve sobre a Psicanálise brasileira e, particularmente, sobre a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Após aperfeiçoar sua formação psicanalítica na Sociedade Britânica de Psicanálise entre os anos de 1955 a 1959, Virgínia Bicudo ganhou destaque ao introduzir e promover a articulação do pensamento kleiniano e bioniano no país, colocando-nos em contato com ideias inovadoras que possibilitaram o trabalho com pacientes psicóticos. Hoje, seguindo este movimento inovador e participante, estamos sintonizados com as atualizações feitas pelos mais eminentes psicanalistas internacionais da atualidade. Das ideias por ela introduzidas em diversos trabalhos na década de 1960 enfatizando a importância do conceito de identificação projetiva de Melanie Klein e da teoria sobre o pensamento de Bion, resultou na Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, um pensamento psicanalítico inovador que levou a uma constante modificação teórico-clínica da psicanálise inicial, sem perder sua especificidade, mas acompanhando as mudanças sociais e culturais da contemporaneidade.
Palavras-chave: teoria kleiniana e bioniana, pacientes psicóticos, pacientes borderlines, Virgínia Bicudo.


E-mail: abrao@assis.unesp.br / marglau@terra.com.br 


 


15h45 às 17h30 – mesa IV


Mesa IV - ARTE E PSICANÁLISE NA CONTEMPORANEIDADE – Sala Gardênia
Coordenação: Osvaldo Luis Barison – SBPSP / Regional de São José do Rio Preto/SP


QUANDO O VAZIO GANHA CORPO: ARTICULAÇÕES ENTRE ARTE E PSICANÁLISE NA CONTEMPORANEIDADE
Luís Henrique de Oliveira Daló – São Paulo/SP
Resumo: Este trabalho propõe algumas reflexões relativas às expressões do vazio no campo das artes: na cena artística contemporânea, o vazio ganha corpo, antecipando um movimento urgente de simbolização. Essa possibilidade se sustenta em um paradoxo, na medida em que um corpo em cena, em exposição, ainda que esteja a expressar a inexpressão, pulsa, demanda trabalho do olhar. São examinados dois experimentos em dança contemporânea e a 28º Bienal de São Paulo, em especial seu saguão vazio, e situações de violência que surgem nesses contextos: formas de agressão aos bailarinos e pichação do saguão da Bienal seguida de reação policial. Considerando tais acontecimentos diante da imposição que a arte contemporânea faz a seu público de digerir o intragável, segue uma reflexão psicanalítica quanto às experiências nesse campo, incluindo as pulsões de morte no conceito de sublimação (mais-além de uma primeira leitura da obra artística como sublimação de Eros). Por fim, as questões relativas às expressões do vazio na arte são entrelaçadas às que surgem na cena psicanalítica contemporânea.
PaLavras-chave: Arte contemporânea, corpo, pulsão de morte


E-mail: luishenriquedalo@yahoo.com.br


APROVEITE ENQUANTO O SONHO É GRÁTIS:
DA ANÁLISE DA QUESTÃO DO SONHO NA PSICANÁLISE À SUA
APROPRIAÇÃO POR ARTISTAS CRIATIVOS COMO CHICO BUARQUE
Maria Fernanda de Carvalho Rodrigues – São Paulo/SP
Resumo: Ao fundar a psicanálise, Freud afirmou que escritores criativos eram aliados importantes da novata ciência porque conheciam profundamente a alma humana e antecipavam saberes que pesquisadores tardariam a nomear. Hoje, passado mais de um século desde o lançamento de A interpretação dos sonhos, pode-se dizer que tais artistas, ao decifrar e expressar os conceitos psicanalíticos, estão contribuindo para a difusão dessas idéias junto ao público leigo. Aliado a isso está o de psicanalistas em levar a ciência para fora dos consultórios, o que se dá através de participações em debates culturais, resenhas de livros e filmes, entre outras ações. Para demonstrar essa rica conversa entre psicanálise e outras  disciplinas, foi  escolhido o tema  sonho,
considerado por Freud como a realização de um desejo reprimido, e que permeia a obra de artistas como Salvador Dalí, Franz Kafka, Federico Fellini e tantos outros. No Brasil, Chico Buarque, um dos principais representantes da música popular, está incluído neste grupo e seus sonhos literários, expressos em algumas de suas músicas como A moça do sonho e Sonhos, sonhos são, feitas ao longo de mais de 30 anos de artistas criativos. A justa relação entre literatura e psicanálise também foi analisada. Tanto a criação quanto o uso que se faz desses produtos podem ser uma resposta à avalanche de desejos inventados pela publicidade e que inundam o sujeito contemporâneo diariamente gerando angústia e insatisfação pela impossibilidade da realização plena. Este trabalho é parte da monografia de conclusão da pós-graduação
“Semiótica Psicanalítica: a clínica da cultura”, da Pontífícia Universidade
Católica de São Paulo, frequentada entre 2006 e 2008.
Palavras-chave: Psicanálise; Literatura; Sonho; Chico Buarque


E-mail: mfcrodrigues@gmail.com


Por que gostamos de cinema: o espectador de cinema e a psicanálise.
Maria José Ferreira Mota – SBPSP / Regional de Santos/SP
Resumo: A autora se propõe examinar o potencial que tem o cinema de evocar em nós estados em que aparece a evidência de um entrelaçamento entre o mundo interno e o externo. A teoria de Winnicott de espaço transicional e a de Bollas de objeto evocativo são utilizadas nesse exame.
Palavras-chave: Cinema – realidade compartilhada – Winnicott – Bollas


E-mail: mariajosemota@uol.com.br


CINEMA E PSICANÁLISE
Neuci Maria Gallazzi – SBPSP / Regional de Botucatu/SP


      Resumo: O presente trabalho tem a finalidade de contar um pouco da experiência de diversos membros da Sociedade Brasileira de Psicanálise de partilhar com a comunidade um espaço novo de uma atividade que possibilitasse levar o olhar psicanalítico, usando o cinema como um instrumento acessível para a compreensão do sofrimento humano, e compartilhar, numa vivência única, um pouco de nosso conhecimento aproximando-nos do social. Não podemos nos esquecer que Freud nunca perdera este olhar, nunca deixara de considerar que a influência das normas sociais levara seus pacientes a grandes sofrimentos. Sabendo que a falta de informação leva um número enorme de pessoas a não entender as questões emocionais e suas patologias, dificultando sua qualidade de vida, e pensando em atender, de forma simples e acessível essa população que não tem acesso à terapia psicanalítica (já que este atendimento se restringe a um número pequeno da população), complemento meu trabalho contando um pouco da iniciativa despertada por Winnicott, de fazer um programa de entrevistas e discussão de temas psicanalíticos, ao vivo, numa radio AM da cidade de Botucatu.
      Palavras-chave: psicanálise, cinema, rádio e comunidade.


E-mail: neuamari@hotmail.com

Parque Balneário Hotel

Informações: contato@npsr.org.br

www.sbpsp.org.br

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